O TDAH tem cura? Não, mas existem muitas formas de ajudar a criança ou o adolescente TDAH a ter êxito na sua vida pessoal e acadêmica. O TDAH prejudica principalmente o desenvolvimento da memória, da atenção, da flexibilidade cognitiva e da autorregulação. O prejuízo nessas habilidades vai interferir na aprendizagem.
Existe o TDAH do tipo hiperativo e o TDAH que apresenta apenas a desatenção. O segundo caso é o mais difícil de ser diagnosticado pois fica camuflado por um perfil de comportamento calmo e tranquilo, porém, ambos os casos podem acumular prejuízos ao longo do tempo, causando o insucesso escolar.
A terapia psicopedagógica vai auxiliar o estudante TDAH a quebrar o ciclo disfuncional que ele apresenta com a aprendizagem e ajudá-lo na reabilitação das aprendizagens escolares, permitindo o desenvolvimento das habilidades importantes para o sucesso acadêmico.
A dislexia é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado pela dificuldade na leitura. Crianças disléxicas apresentam dificuldade no período da alfabetização, e mesmo quando alfabetizadas apresentam dificuldade na compreensão dos textos lidos, leitura oral lenta e arrastada, dificuldade na ortografia e na produção de textos. Outras características são atraso na aquisição da fala, dificuldade na nomeação de objetos, dificuldade na pronúncia de alguns sons da fala, pobre reconhecimento de rimas, dificuldade na expressão oral de seus pensamentos e na compreensão de conceitos abstratos. Os disléxicos também apresentam pouca memória de curto prazo.
A dislexia prejudica a aprendizagem de todos os conteúdos escolares, assim a criança disléxica se sente menos capaz que seus colegas da sala de aula, mas a verdade é que a dislexia acomete crianças com inteligência normal ou acima da média, logo, capazes de aprender quando usamos as estratégias corretas.
Os estudantes disléxicos também apresentam pontos fortes, são criativos, têm habilidades visuais, e serão os seus pontos fortes que vão servir de base para a intervenção psicopedagógica.
Dependendo da gravidade dos sintomas a dislexia pode ser classificada como leve, moderada e grave, e alguns casos precisam da intervenção de uma equipe multidisciplinar formada por profissionais da psicologia, fonoaudiologia e psicopedagogia. Não existe medicamento para a dislexia.
Para superar os desafios impostos pela dislexia a psicopedagogia vai auxiliar a criança disléxica na alfabetização e na aprendizagem da ortografia da língua portuguesa, vai ajudá-la a desenvolver habilidades: de leitura e compreensão de texto, produção de texto, técnicas de estudo e de organização.
A discalculia é um transtorno da aprendizagem com prejuízo na matemática. A criança com discalculia apresenta prejuízos no senso numérico, na memorização dos fatos numéricos e de símbolos matemáticos, na dificuldade para fazer cálculos e em operar expressões numéricas, dificultando o seu raciocínio matemático. A criança poderá ter dificuldade em aplicar os conceitos matemáticos de forma prática e fazer contas de cabeça.
Algumas pessoas podem apresentar a dislexia e a discalculia ao mesmo tempo, e isso afeta ainda mais a aprendizagem escolar. Assim como na dislexia, não existe cura ou remédio para a discalculia.
A terapia psicopedagógica vai auxiliar a criança e o adolescente a treinar seu cérebro para lidar com os números e símbolos, e ajudá-los a desenvolver a compreensão de textos matemáticos, planejando as intervenções do simples ao complexo, proporcionando o sucesso na aprendizagem.
A estimulação cognitiva engloba um conjunto de estratégias que abordam áreas da cognição, linguagem, habilidades sociais, emocionais e motoras. Ela é voltada para estudantes que apresentam atraso no desenvolvimento global, baixo rendimento escolar, lentidão na aquisição da linguagem, dificuldade no raciocínio lógico, dificuldade na orientação temporal e espacial.
A intervenção psicopedagógica terá por base a avaliação inicial, que fará um mapa das potencialidades e dificuldades que a criança apresenta, e com base neste mapa irá planejar as estratégias e atividades necessárias para desenvolver as áreas prejudicadas.
A parceria entre a psicopedagoga, a família e a escola é primordial para o desenvolvimento da criança, pois o cérebro humano aprende por repetição e assim a constância na aplicação dos estímulos é importante para o sucesso de todo o processo.
TOD é a sigla para Transtorno Opositor Desafiador. Este é um laudo que assusta a família e a escola, e muitas vezes o estudante com esse laudo ganha uma etiqueta de “mau comportado”, sem que ninguém veja os sentimentos que a criança ou adolescente TOD carrega dentro de si. Medo, vergonha, desamparo, culpa, estresse, mágoa, frustração e baixa autoestima, são alguns dos sentimentos que podem estar presentes.
As razões para esse estudante carregar tantos sentimentos negativos e a maneira como ele pode ultrapassar os possíveis traumas vivenciados devem ser objeto de trabalho da psicologia.
Os estudantes TOD geralmente apresentam graves problemas na aprendizagem e serão beneficiados pela terapia psicopedagógica. As notas baixas e possível reprovação no final do ano letivo aumentam o sentimento de baixa autoestima, de vergonha, de desamparo, e provocam como resultado a piora do seu comportamento. Eles precisam desenvolver as habilidades cognitivas, as funções executivas, e também reconstruir os processos de aprendizagem que ficaram falhos devido ao seu comportamento e assim irão perceber que podem ter sucesso nas atividades escolares e na vida.
O TPAC é uma falha no desenvolvimento das habilidades perceptivas auditivas, mesmo que a audição da criança seja normal. O fonoaudiólogo é quem vai possibilitar a reabilitação do paciente, treinando as habilidades auditivas que se encontram rebaixadas. O tratamento fonoaudiológico pode melhorar muito a vida da criança com TPAC, e pode-se dizer que existe a possibilidade de cura.
O estudante com TPAC pode apresentar dificuldades na aprendizagem, pois a compreensão da linguagem oral é fundamental para que ocorra a aprendizagem. A terapia psicopedagógica vai auxiliá-lo na alfabetização, na aprendizagem da ortografia, na compreensão e na produção de textos. Também cabe à psicopedagogia desenvolver habilidades metacognitivas que irão auxiliar o estudante a estudar com autonomia.